Fé
- Estevão Salomão

- 9 de jan. de 2020
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Por: Estevão Salomão
Aos 86 anos de idade, a senhora Oraliza Rodrigues carrega consigo uma fé inabalável. Tão grandiosa que lhe permite uma das raras atividades na atualidade: ser benzedeira.
A pele frágil e os cabelos brancos não escondem os anos que se passaram. Ao contrário, são as marcas da vida que Oraliza tem orgulho de demonstrar. “Quando eu tinha 15 anos de idade, já benzia. Minha mãe me ensinou. Mas, nossa, já faz muito tempo”, sorri.

O quintal espaçoso de sua residência, uma casa de madeira de 1999, contém diferentes plantas frutíferas. Porém, a quantidade do alecrim é que chama a atenção. “Eu utilizo para as bênçãos!”, explica.
Antes da prece, Oraliza perguntou meu nome, pediu para que eu fechasse os olhos e tivesse fé. Confesso que fui pego de surpresa pela boa energia que se instaurou naquela área, coberta por telha de barro.
Durante alguns minutos, o cheiro do alecrim era quase imperceptível e mal conseguia ouvir o sussurrar de dona Oraliza. Tudo se transformou numa coisa só: “Na magia da oração”; como garantido pela benzedeira.
Ao fim de nossa conversa, a machadense disse que o ato de benzer é um dom. “Não passo o segredo para ninguém, pois perco o encanto. O mais importante é nossa crença, nossa fé e nosso espírito de bondade”, diz.
** Parabéns a essa mulher fantástica, que não mediu esforços para me receber em sua residência, contar um pouco sobre sua história e compartilhar de sua espiritualidade. Obrigado, dona Oraliza!



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