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Ação voluntária resgata 'magia' de escrever e enviar cartas

  • Foto do escritor: Estevão Salomão
    Estevão Salomão
  • 7 de jan. de 2020
  • 2 min de leitura

* Matéria produzida pelo jornalista Rogério Mative e veiculada no Portal Prudentino.


Caso você tenha menos de 30 anos de idade dificilmente escreveu uma carta. Prática comum até o fim da década de 1990, o envio de mensagens pelos Correios caiu em desuso com a invasão da internet. Mas, pelo menos neste sábado (21), a 'magia' foi resgatada em ação voluntária na Praça Nove de Julho, área central de Presidente Prudente.

Com o objetivo de reativar os laços afetivos por meio da escrita, o jornalista Estevão Salomão decidiu pôr em prática uma ideia antiga: auxiliar pessoas de todas as idades a demonstrar seus sentimentos a amigos e familiares por cartas.

Com ajuda dos amigos Gabriel Abbade e Carla Yamashita, ele montou um ponto de atendimento na praça, equipado com computador e impressora. No local, os interessados expressavam as palavras guardadas no coração, que ganhavam forma nas folhas que eram preenchidas a cada toque.

"Hoje vivi uma das experiências mais incríveis de 2019. Coloquei em prática uma ideia antiga, tão quanto sua essência: escrever cartas em praça pública para a população em geral. De forma gratuita e democrática, resgatamos o valor dessa ferramenta tão importante à comunicação e aos laços afetivos", fala Salomão.

Segundo ele, 20 pessoas foram atendidas pelo trio. A ação só foi interrompida devido a chegada da chuva. "Na abordagem, as pessoas demonstravam a curiosidade e intenção positiva em participar. E sempre tive essa vontade em escrever cartas para pessoas que, muitas vezes, não têm essa oportunidade no momento em que a carta tornou-se algo tão distante", diz.

"Uma coisa tão comum, mandar e receber cartas, mas que a tecnologia mudou. Você receber uma carta hoje é quase uma surpresa. Acredito que é um elo muito forte e importante que não pode ser perdido", comenta o jornalista, que agora tem um novo desafio pela frente: as aulas na Faculdade de Medicina.


Para a pensionista Carmen Montegrisol, 75 anos, a experiência foi única. "Primeira vez que vejo algo do tipo e achei maravilhoso. Essa carta vou entregar para a minha filha. Palavras que talvez nunca tenha falado para ela que, agora, consegui por meio da carta", relata.

"A internet muitas vezes estraga a união da família. Já a carta é algo mais antigo, que resgata muitas coisas. Essa [escrita para ele] vou mandar para minha mãe", revela o operador de máquinas, Anderson Barbosa da Silva, 22 anos.

Salomão e seus amigos já projetam a próxima ação, que deve ganhar novos voluntários diante dos inúmeros comentários nas redes sociais oferecendo apoio ao projeto que nasce.

 
 
 

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